quinta-feira, 22 de abril de 2010
AUTO - ESTIMA
Cada pessoa pensa sente, fala e se movimenta da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma. Essa auto-imagem sempre tem aspectos físicos, sociais ou intelectuais. Nem sempre, porém, ela reflete essa dimensão múltipla. Com freqüência, misturam-se todas as sensações num pacote único, perdendo-se a amplitude da personalidade, o que acaba por traduzir uma auto-estima sem muita estima.
Auto-estima significa gostar de si mesmo. O primeiro passo para isso, portanto, é se conhecer. Não posso amar nem dar valor ao que não conheço, pois corro o risco de fazer uma análise ruim da minha pessoa, se a base vem de valores que não são meus, mas dos outros: são do mundo e esse mundo adora pendurar os valores em lugares tão altos, que nunca são alcançados.
E como é fácil para as pessoas caírem nas armadilhas do "eu não valho nada!" Se não possuo o corpo perfeito, se não sou tão inteligente como fulana, se não causo uma impressão em todos os homens da festa quando entro, então não devo ser grande coisa. Não vale a pena gostar de mim e nem investir na vida e nas relações.
Quando a auto-estima é negativa, baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos até de arriscar coisas novas, de sonhar. Por isso, diz-se que a auto-estima é um valor de sobrevivência.
Se nessa autoconsideração, ao contrário, se consegue ter sentimentos de aceitação e aprovação a respeito da própria aparência, pensamentos e capacidades, a predisposição para ser bem aceita e recebida será maior. Ao estabelecer contatos, esses sentimentos farão parte da nossa atitude. E a nossa crença sobre nós mesmos é o que passamos aos outros. Se eu sei que sei, começo a acreditar nisso e crio confiança para agir conforme a minha verdade e vou em frente! E da autoconfiança para o auto-respeito é um passo.
A pessoa com auto-estima elevada é comumente considerada egoísta. Parece que, infelizmente, na nossa língua, ter amor-próprio significa excesso de vaidade e arrogância, quando deveria ser o mesmo que gostar corretamente...Gosto de uma definição, do psicólogo Carl Rogers: pessoa significativa, que conhece o seu próprio significado e SABE que significa muito.
Saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evita-se também assim aqueles com "baixa -estima", que rodeiam a vida, e a intoxicam em vez de alimentar.
Muita gente querem encontrar a "pessoa certa". Só podemos encontrar a pessoa, a vida e a atitude certas quando acharmos que nós somos a pessoa certa!
Lembre-se: Ame-se primeiro e muito! Se dê colo, força, apoio, faça mimos a você se dê conforto e bem estar!Você merece! Tenha certeza que assim, será impossível alguém não amar você! Com mais amor ainda, vocês irão somar e não dividir!
Afinal, amor nunca é demais!!!!
CORPO E EXISTÊNCIA
Na visão da psicologia tradicional, o corpo é entendido como uma matéria submetida à mente. Eles não trabalham juntos. Existe uma cisão muito profunda entre corpo e psique.
O corpo nessa concepção não sou eu, mas algo que me pertence e ao qual eu atribuo funções. Aqui, eu seria a minha psique e o meu corpo apenas um veículo com a função de obedecer.
Na abordagem fenomenológico-existencial, diferente da visão tradicional da psicologia, o corpo não é visto apenas como um meio a serviço da intelecção ou do inconsciente, mas como unicidade que se realiza a cada instante no movimento da existência. Não é a junção de um sujeito e um objeto.
Para a fenomenologia existencial de Merleau Ponty, o corpo é visto como a expressão total da existência humana. É com ele que eu existo, que eu sinto, que eu vejo, que eu me expresso. É com ele que eu tenho acesso ao mundo, às experiências, aos relacionamentos. E por estar em constante contato com o mundo, o homem é um ser em situação. Ele não existe sozinho, só existe em relação com o mundo, e o mundo só existe pra mim porque os meus sentidos estão abertos a ele.
A forma como eu percebo esse mundo é de grande importância para essa discussão sobre o corpo e a existência.
A minha percepção depende de como o mundo me afeta, me toca. A realidade não se apresenta da mesma maneira para diferentes pessoas. Não basta que uma mesma situação seja exposta a várias pessoas para que elas vejam o mesmo sentido. A percepção depende do que o objeto me evoca. Se a percepção é algo particular, e dela depende a forma como eu vejo o mundo, é preciso que eu aprenda a ver com mais poesia.
Muitas vezes é preciso resignificar a visão de mundo para que a vida se torne mais plena. Muitas vezes a correria do dia-a-dia nos coloca num total distanciamento de nossa realização pessoal. O dia começa e termina e não conseguimos fazer nada que realmente nos dê prazer e o mais intrigante é que a maioria das pessoas não percebe essa forma mecânica de existir e não sente falta de uma realização pessoal, nem se incomoda com a rotina desgastante e sem sentido. Geralmente as pessoas se dão conta de que há algo de errado quando o corpo começa a reclamar através de dores, câimbras, rigidez, nódulos. Só então a atenção se volta para o corpo, e mesmo assim, na maioria das vezes como algo que, como um carro, precisa de conserto.
Minha vida é uma construção minha. Sou responsável pelo que faço dela. É difícil aceitar que somos o nosso corpo, e que se ele não está bem o ser inteiro também não está. Tomar consciência da condição corporal é tomar consciência do ser inteiro. Olhar para si próprio é dar atenção ao corpo que fala, mas ouvir o corpo se torna uma tarefa difícil. Não temos coragem de nos olhar. Aliás, não sabemos como fazer. Questionar o corpo é questionar apropria vida. É através dele que sou. Nosso corpo somos nós. Somos o que parecemos ser, não o que queremos parecer ser.
O estilo de vida que leva uma pessoa ao total distanciamento do próprio corpo, da própria existência, a ponto de não tomar consciência de que o que acontece com o corpo é o resultado do que acontece com o ser inteiro, pode, muitas vezes levar a problemas sérios, como por exemplo, a depressão. Eu me deprimo quando não sinto o sabor das coisas boas da vida, valorizando apenas o negativo e menosprezando o positivo, numa atitude de total auto-abandono. A depressão é a dificuldade em saborear a vida. É a tristeza que vai tomando conta do ser, deixando a mente dominada, fechada. Enquanto que uma atitude positiva, alegre, expande a existência. Algumas pessoas precisam chegar a esse ponto de adoecimento pra entender o real sentido da vida.
Precisamos aprender a enxergar as razões do próprio corpo, os motivos pelos quais esse “desconhecido” corpo nos surpreende com sintomas desagradáveis, principalmente quando imaginamos estar “tudo bem”.
Precisamos aprender a pensar o corpo como a única realidade visível, perceptível do ser humano.
Entender o corpo como totalidade nos coloca no centro de nossas vidas, sem teorizações sobre causas e efeitos. Somos o que parecemos ser. A vida interna é também a vida externa. Minha psique é o meu corpo.
Essa nova visão nos abre para um modo de vida mais autêntico, mais puro, sem teorização, sem medo de ir além do previsível, do “normal”.
O corpo nessa concepção não sou eu, mas algo que me pertence e ao qual eu atribuo funções. Aqui, eu seria a minha psique e o meu corpo apenas um veículo com a função de obedecer.
Na abordagem fenomenológico-existencial, diferente da visão tradicional da psicologia, o corpo não é visto apenas como um meio a serviço da intelecção ou do inconsciente, mas como unicidade que se realiza a cada instante no movimento da existência. Não é a junção de um sujeito e um objeto.
Para a fenomenologia existencial de Merleau Ponty, o corpo é visto como a expressão total da existência humana. É com ele que eu existo, que eu sinto, que eu vejo, que eu me expresso. É com ele que eu tenho acesso ao mundo, às experiências, aos relacionamentos. E por estar em constante contato com o mundo, o homem é um ser em situação. Ele não existe sozinho, só existe em relação com o mundo, e o mundo só existe pra mim porque os meus sentidos estão abertos a ele.
A forma como eu percebo esse mundo é de grande importância para essa discussão sobre o corpo e a existência.
A minha percepção depende de como o mundo me afeta, me toca. A realidade não se apresenta da mesma maneira para diferentes pessoas. Não basta que uma mesma situação seja exposta a várias pessoas para que elas vejam o mesmo sentido. A percepção depende do que o objeto me evoca. Se a percepção é algo particular, e dela depende a forma como eu vejo o mundo, é preciso que eu aprenda a ver com mais poesia.
Muitas vezes é preciso resignificar a visão de mundo para que a vida se torne mais plena. Muitas vezes a correria do dia-a-dia nos coloca num total distanciamento de nossa realização pessoal. O dia começa e termina e não conseguimos fazer nada que realmente nos dê prazer e o mais intrigante é que a maioria das pessoas não percebe essa forma mecânica de existir e não sente falta de uma realização pessoal, nem se incomoda com a rotina desgastante e sem sentido. Geralmente as pessoas se dão conta de que há algo de errado quando o corpo começa a reclamar através de dores, câimbras, rigidez, nódulos. Só então a atenção se volta para o corpo, e mesmo assim, na maioria das vezes como algo que, como um carro, precisa de conserto.
Minha vida é uma construção minha. Sou responsável pelo que faço dela. É difícil aceitar que somos o nosso corpo, e que se ele não está bem o ser inteiro também não está. Tomar consciência da condição corporal é tomar consciência do ser inteiro. Olhar para si próprio é dar atenção ao corpo que fala, mas ouvir o corpo se torna uma tarefa difícil. Não temos coragem de nos olhar. Aliás, não sabemos como fazer. Questionar o corpo é questionar apropria vida. É através dele que sou. Nosso corpo somos nós. Somos o que parecemos ser, não o que queremos parecer ser.
O estilo de vida que leva uma pessoa ao total distanciamento do próprio corpo, da própria existência, a ponto de não tomar consciência de que o que acontece com o corpo é o resultado do que acontece com o ser inteiro, pode, muitas vezes levar a problemas sérios, como por exemplo, a depressão. Eu me deprimo quando não sinto o sabor das coisas boas da vida, valorizando apenas o negativo e menosprezando o positivo, numa atitude de total auto-abandono. A depressão é a dificuldade em saborear a vida. É a tristeza que vai tomando conta do ser, deixando a mente dominada, fechada. Enquanto que uma atitude positiva, alegre, expande a existência. Algumas pessoas precisam chegar a esse ponto de adoecimento pra entender o real sentido da vida.
Precisamos aprender a enxergar as razões do próprio corpo, os motivos pelos quais esse “desconhecido” corpo nos surpreende com sintomas desagradáveis, principalmente quando imaginamos estar “tudo bem”.
Precisamos aprender a pensar o corpo como a única realidade visível, perceptível do ser humano.
Entender o corpo como totalidade nos coloca no centro de nossas vidas, sem teorizações sobre causas e efeitos. Somos o que parecemos ser. A vida interna é também a vida externa. Minha psique é o meu corpo.
Essa nova visão nos abre para um modo de vida mais autêntico, mais puro, sem teorização, sem medo de ir além do previsível, do “normal”.
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